Hey, leitores! Novidade chegando: o Bibli agora contará com crônicas para diversificar ainda mais o seu conteúdo (não tenho certeza de que esse tipo de texto seja realmente uma crônica, mas... my blog, my rules rs) e para começar teremos uma crônica temática. Hoje, 20 de julho, é dia do amigo aqui no Brasil e abaixo vocês encontram um pequeno texto sobre amizade virtual. Espero que gostem! :)
Os dedos não param; ora deslizam pela tela do celular, ora perambulam pelas saliências do teclado do computador. Dançam num ritmo frenético, juntando letras para tentar expressar o inexpressável. Como transformar o calor de um abraço ou o encorajamento de um sorriso em palavras? Como fazer com que uma troca de mensagens tenha a mesma magia que, sei lá, pagar mico juntas? Os dedos não param porque eles sabem que não podem ser substituídos por encontros na hora do intervalo.
Os dedos não param; ora deslizam pela tela do celular, ora perambulam pelas saliências do teclado do computador. Dançam num ritmo frenético, juntando letras para tentar expressar o inexpressável. Como transformar o calor de um abraço ou o encorajamento de um sorriso em palavras? Como fazer com que uma troca de mensagens tenha a mesma magia que, sei lá, pagar mico juntas? Os dedos não param porque eles sabem que não podem ser substituídos por encontros na hora do intervalo.
Deve ser por isso que muita gente ainda não acredita na amizade virtual, mas há tantos casos por aí que mostram que ela não só é possível como também pode ser bela. A nossa amizade, por exemplo. Você me mostrou aquela música que me fez sorrir e eu te recomendei aquele filme que te fez chorar. Eu te apresentei os meus variados gostos e você me contou sobre todos os seus desgostos. Você me indicou receitas caseiras quando eu estive doente e eu festejei "ao seu lado" quando você estava contente.
Dividimos risos e sonhos, lágrimas e feridas. Trocamos abraços virtuais, mensagens virtuais, presentes virtuais, mas esta amizade está além do virtual. Você imaginou a minha voz como a de uma de suas artistas preferidas; eu te falei sobre o sol quando aí estava chovendo, e você preencheu várias de minhas noites com besteiras hilárias que, na boa, não faziam sentido algum.
Dividimos risos e sonhos, lágrimas e feridas. Trocamos abraços virtuais, mensagens virtuais, presentes virtuais, mas esta amizade está além do virtual. Você imaginou a minha voz como a de uma de suas artistas preferidas; eu te falei sobre o sol quando aí estava chovendo, e você preencheu várias de minhas noites com besteiras hilárias que, na boa, não faziam sentido algum.
Talvez a graça seja essa, não fazer sentido. Quando não faz sentido, você não cria expectativas; e quando você não cria expectativas, a probabilidade de se surpreender é infinitamente maior. É, talvez amizade virtual não faça sentido, mas mesmo quando todo mundo levantar para dizer que é impossível manter uma amizade verdadeira entre as telas de um computador, nós vamos apenas rir de tudo e de todos. Os abraços e os sorrisos podem ficar para um futuro próximo, mas, por enquanto, nós temos o que define uma verdadeira amizade: a certeza de que nunca estaremos longe uma da outra. Nem mesmo a milhas de distância.
A todos os amigos reais ou virtuais, amigos de estimação, amigos-pais, amigos-livros e até aos amigos imaginários, o Bibliophiliarium deseja um excelente #DiaDoAmigo!
A todos os amigos reais ou virtuais, amigos de estimação, amigos-pais, amigos-livros e até aos amigos imaginários, o Bibliophiliarium deseja um excelente #DiaDoAmigo!

