No original "Quantic Love", escrito pela espanhola Sonia Fernández-Vidal, com 256
páginas e publicado no Brasil pela Rocco
"Se o Universo fosse um vestido, qual você usaria esta noite?"
Com o término do ensino médio e com a necessidade de arrumar dinheiro para pagar seu primeiro ano na faculdade, a jovem Laila decide usar o verão para trabalhar como garçonete no CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire), na Suíça. Laila sempre foi uma menina inteligente e está certa de que a experiência vai lhe ensinar mais do que simplesmente fazer cafés e cappuccinos para um bando de cientistas atarefados.
Mas os primeiros dias não são fáceis, pois Laila não consegue se adaptar muito bem, sentindo-se sempre como um peixe fora d’água em meio a gênios de todo o mundo. Tudo passa a mudar, porém, quando ela conhece dois caras completamente opostos e que vão deixar o verão dela mais divertido: o sensual jornalista Alessio e o tímido e misterioso cientista Brian.
Quantic Love: O Romance Que Resolve a Equação do Amor é um livro bem leve, rápido e fofinho que conseguiu juntar o mundo insosso do CERN (Aquele laboratório de física nuclear super maneiro de Anjos e Demônios, lembra?) com as peripécias adocicadas do amor. É também uma leitura informativa e recreativa, cheia de anedotas e pequenas curiosidades como a Villa Diodati, onde Mary Shelley concebeu sua famosa obra Frankenstein, ou a fábula oriental de Shambhala. Além disso, as muitas explicações e referências sobre a física são bem simples, de forma que ninguém fica perdido e é bem provável que todo mundo termine a leitura gostando um pouco mais dessa matéria chata que temos de estudar no ensino médio.
O livro é bem menininha. A protagonista é um tanto indecisa, o que contribui para as reviravoltas da trama. Mas, no final, Laila terá que resolver a equação do amor sem a ajuda de uma calculadora e escolher somente um rapaz. Para isso, ela conta com a ajuda de Angelina, sua companheira de quarto que é de longe a melhor personagem da história e que vive se metendo em confusão, mas que deixaria até mesmo Einstein de joelhos por ela.
“É claro que você escolheu mal! Quem prefere dizer não a um gostoso para acompanhar um idiota a um documentário de física? Mas isso não significa que este Brian não tenha de ficar babando por você... Se você chegar ao encontro como uma princesa, doerá ainda mais quando der um fora nele.” [pág. 72]
A singularidade da mistura chick-lit + física é o melhor atrativo do livro. Durante a leitura, quando um desses dois assuntos deixa a desejar, o outro compensa e assim vai. Então, para quem gosta de romance leve e física, Quantic Love certamente será uma leitura agradável.








